Proposta Pedagógica:

A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, exige da educação uma reestruturação, pois a velocidade do progresso científico e tecnológico e da transformação dos processos de produção torna o conhecimento rapidamente superado, sendo necessária contínua atualização.

As empresas passaram a exigir trabalhadores cada vez mais qualificados, dotados de competências relacionadas com a inovação, a criatividade, o trabalho em equipe e a autonomia na tomada de decisões.

Cabe à educação profissional o desenvolvimento de competências que proporcionem condições de laborabilidade, de forma que o trabalhador possa manter-se em atividade produtiva em contextos socioeconômicos instáveis.
Ao mesmo tempo, cabe à educação de forma geral, contribuir para com a humanização e transformação da sociedade de forma a equalizar as oportunidades de acesso aos bens materiais, culturais e tecnológicos por ela produzidos.
Formar profissionais competentes, sem deixar de lado a formação humanística é o grande desafio da educação profissional e de nível médio.
Para vencer este desafio a escola deverá se inspirar nos fundamentos estéticos, políticos e éticos que norteiam a educação nacional de nível médio e técnico.
Neste contexto, a missão da escola será:

“DESENVOLVER COMPETÊNCIAS QUE POSSIBILITEM A INSERÇÃO DO EDUCANDO NO MUNDO DO TRABALHO, O APRIMORAMENTO PROFISSIONAL E HUMANO COM ÊNFASE PARA A FORMAÇÃO ÉTICA E O PENSAMENTO CRÍTICO E DESTA FORMA CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DO PADRÃO DE VIDA DO TRABALHADOR E DA QUALIDADE DOS PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS, COLABORANDO PARA A TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE”.

   Tendo em vista a atual caracterização da sociedade e suas exigências, percebe-se a necessidade de um sistema de ensino que corresponda às expectativas e necessidades atuais e que busque desenvolver no educando competências e habilidades necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Desta forma, torna-se necessário dinamizar o processo ensino-aprendizagem, visando a melhoria da qualidade de ensino, através da sensibilização para o desenvolvimento de valores políticos, éticos, estéticos que devem inspirar a organização pedagógica no sentido de fomentar a criatividade e a iniciativa.
No Ensino Técnico isso significa que, além do aprimoramento como pessoa humana, o ensino deve proporcionar a autonomia intelectual, o conhecimento de fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos, como também o desenvolvimento de competências e habilidades específicas de sua área de atuação, tendo em vista contribuir para com a concretização dos projetos de vida dos alunos.

O desenvolvimento de competências e habilidades tanto no Ensino Médio como no Ensino Técnico pode ser alcançado através da organização de situações de aprendizagem, dispositivos, seqüências didáticas e projetos que mobilizem menos a memória e mais o raciocínio e que potencializem a interação professor-aluno e aluno-aluno no sentido de propiciar formas coletivas de construção do conhecimento. Os conteúdos serão tratados de modo contextualizado para dar significado ao aprendido e estimular o aluno a alcançar sua autonomia.

Neste âmbito, a interdisciplinaridade se torna imprescindível, na medida em que realiza a função de eixo integrador do processo ensino-aprendizagem que pode ser um projeto de investigação ou um plano de intervenção numa dada realidade. Neste sentido, a necessidade de explicar, compreender, intervir, mudar e prever sentida por professores e alunos se coloca como algo visto por mais de um olhar, ou seja, por várias disciplinas.
Ao desenvolver a interdisciplinaridade também se alavancam as oportunidades para a contextualização que é uma das metodologias que pode exercer o papel de retirar o aluno da condição de espectador para levá-lo a aprendizagens mais significativas no âmbito da vida pessoal, social, cultural e produtiva.

Em relação aos Projetos que a Escola se propôs a realizar, pretende-se, com eles, desenvolver no aluno do Ensino Médio as competências e habilidades necessárias a sua formação para dar continuidade aos estudos, prepará-lo para o trabalho e a vida em sociedade, dinamizando o processo ensino-aprendizagem através de metodologias diversas, almejando assim criar situações que dêem sentido à prática pedagógica, em que cada atividade, cada aula, cada participante tem sentido e os obstáculos são vistos como desafios para criar meios para a resolução de problemas e intervenção na realidade.

No Ensino Técnico serão desenvolvidos projetos interdisciplinares voltados a situações reais de trabalho, sendo uma das estratégias mais propícias para o desenvolvimento de competências e habilidades requeridas no campo do desenvolvimento pessoal, do relacionamento interpessoal, da inserção social e sobretudo do mundo do trabalho. Também se criam situações e momentos para a integração da teoria e da prática e do ensino contextualizado visando a ação profissional.

Quanto à avaliação tanto no Ensino Médio ou Técnico, deve ser abrangente e dinâmica, dentro de um processo contínuo e cumulativo do aproveitamento do aluno onde os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos, entendendo-se também que haja recuperação contínua, sistemática e paralela e mecanismos de auto-avaliação. Esta deverá ser acompanhada de uma intervenção diferenciada, isto é, que leve em consideração as diferenças individuais e que leve à orientação e reorientação do processo ensino-aprendizagem. A avaliação deve ainda servir para o professor delinear, obter e proporcionar informações úteis quanto a contextualizar ou rever seu Plano de Trabalho. Portanto, nos Planos de Trabalho do Ensino Médio e Técnico a avaliação deverá ser vista como instrumento para o fornecimento de informações como o domínio da aprendizagem, os efeitos da metodologia utilizada, as conseqüências da ação docente e a adequação de currículos e programas com vistas à tomada de decisões.

A Progressão Parcial deverá merecer especial atenção, embora existam poucos alunos nesta condição no Ensino Médio e Técnico. Pretende-se que a Progressão Parcial seja realizada através de metodologias e ações diferenciadas, que exijam do aluno o raciocínio, a dedicação para pesquisa, a tomada de iniciativas e a construção de seu próprio conhecimento e que estejam, acima de tudo, comprometidas com o desenvolvimento de competências e habilidades requeridas pela disciplina e pelo curso do qual o aluno faz parte.

No ensino médio não há problemas com evasão e repetência. No Ensino Técnico, a evasão é preocupante, merecendo especial atenção, de maneira que sejam implementadas ações para reverter este quadro. Entre essas ações podemos destacar a efetivação do ensino contextualizado e a integração da teoria e da prática profissional para motivar o aluno em sua trajetória escolar. Torna-se necessário também que se faça um trabalho conjunto entre coordenadores, professores e Secretaria Acadêmica para a sondagem de interesses, buscando as causas e procurando agir para minimizar os índices de evasão.

O estágio e a prática profissional estão inseridos em todo o processo ensino-aprendizagem do Ensino Técnico sendo o momento de utilização da teoria na prática profissional e a ponte necessária à inserção do aluno no processo produtivo. O contato com empresas e pessoas não só permite adquirir conhecimento e experiência como também cria uma rede de contatos do aluno com o mercado de trabalho onde ele pode inclusive utilizar as competências e habilidades adquiridas na Escola para promover seu marketing pessoal criando a possibilidade de emprego. Os coordenadores do Em sino Técnico, junto ao professor orientador de estágio têm acompanhado os estágios, realizando o papel de integrar o conhecimento à prática e as empresas à Escola, auxiliando os alunos na resolução de problemas e fazendo os devidos encaminhamentos. No Ensino Médio o estágio tem se caracterizado como meio para adquirir experiências e ainda auxílio na escolha da carreira profissional. O estágio poderá iniciar-se no 1º Ciclo ou módulo de cada curso, de acordo com a disponibilidade do aluno.A direção, juntamente com os coordenadores será responsável pela estruturação e acompanhamento das novas metodologias de ensino-aprendizagem e avaliação e pela organização de cursos de capacitação para docentes, conforme as metas e projetos da escola.